Chanceleres cobram unidade da oposição na Síria
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quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Folhapress 
São Paulo - Os titulares das Relações Exteriores do Reino Unido e dos EUA, William Hague e John Kerry, pediram "unidade" à oposição na Síria depois que uma das facções que integram a Coalizão Nacional, o Conselho Nacional Sírio, disse que não confia nas negociações com o regime de Damasco.
Hague e Kerry se reuniram junto com chefes da diplomacia de outros nove países e o Grupo de Amigos da Síria para cobrar que a oposição moderada se envolva na conferência de paz com o regime sírio, a Genebra 2, agendada para o próximo mês.
"Deixamos claro que [o presidente sírio Bashar] Assad não terá nenhum papel em uma Síria pacífica e democrática", enfatizou o chefe do Foreign Office em entrevista coletiva realizada no palacete de Lancaster House. Segundo Hague, "a única maneira sustentável de pôr fim a este conflito e ao sofrimento dos civis sírios é por uma transição política". "O propósito de nossa reunião de hoje (ontem) foi enviar um sinal de nossa determinação e nossa unidade para levá-la a cabo", acrescentou. "O Grupo de Amigos da Síria concordou em canalizar seu 'peso coletivo' através do processo de Genebra 2 até que chegue ao estabelecimento de um corpo de governo transitório, de mútuo consentimento, com poderes executivos completos, como detalhado em junho de 2012", explicou Hague. O ministro britânico especificou que, "por definição, mútuo consentimento implica que só pode ser estipulado com a aprovação do Conselho Nacional Sírio, com o que Assad não desempenharia nenhum papel no governo futuro da Síria". Em um encontro com a imprensa logo depois do discurso de Hague, o secretário de Estado americano, John Kerry, alertou também que o conflito sírio só chegará ao fim com "uma solução negociada" e não em um "campo de batalha". "Os 11 de Londres que se reuniram hoje (ontem) chegaram a um acordo para dizer que é imperativo tentar sentar-se à mesa de negociações. Sem solução negociada, o massacre vai continuar ou até se intensificar", declarou Kerry. "Nosso trabalho é fazer tudo ao nosso alcance para ajudar a oposição a fim de que ela possa negociar com eficácia", acrescentou o secretário de Estado americano. Sobre a conferência de Genebra 2, Kerry comentou que acontecerá assim que possível e enfatizou que as negociações na Suíça são "imperativas para garantir a existência contínua do estado da Síria".


