Chanceler vê tentativa de desestabilizar região
Brasília - O chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, disse ontem que o giro do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pela América Latina é uma ''tentativa desesperada para desestabilizar a região''.
''A viagem que o chefe do império está realizando foi tirada da manga por causa do fracasso da política do imperialismo nessa etapa histórica'', declarou o venezuelano à Agencia Bolivariana de Notícias na Jamaica, onde esteve ontem com o presidente Hugo Chávez - depois partiu para o Haiti.
Como exemplos do ''fracasso'', o chanceler mencionou as ações militares no Oriente Médio, em especial no Afeganistão e Iraque, onde os Estados Unidos mantêm invasões sob o argumento da ''luta contra o terrorismo'' que, segundo ele, converteram-se em massacres.
Maduro afirmou que, por outro lado, Hugo Chávez está realizando um verdadeiro roteiro de integração. E acusou muitas agências internacionais de manipular o noticiário para ocultar os acordos de cooperação assinados entre a Venezuela e os países visitados - no caso da Jamaica, um memorando de intenções para expandir e desenvolver o setor de gás na ilha caribenha.
Já a chefe da Agência Nacional para o Desenvolvimento dos Investimentos da Argentina, Beatriz Nofal, afirmou que os Estados Unidos são um ''amigo da região''. Titular da agência ligada ao Ministério da Economia, Nofal manifestou apoio ao fato de os EUA terem ''uma relação mais cooperativa'' em políticas de desenvolvimento econômico com países da América Latina.
E afirmou que a visita de Bush ao Brasil e ao Uruguai, semana passada, não afeta o Mercosul. Mas reconheceu que acordos bilaterais discriminam outros países, criando problemas de desvio de comércio.(Agência Brasil)





