Chanceler tenta tranquilizar opinião pública após atentado em Berlim
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
France Presse 

Berlim - A chanceler alemã, Angela Merkel, tentou tranquilizar nesta quinta-feira (22) seu país, dizendo que espera a rápida prisão do tunisiano suspeito de cometer o atentado de segunda-feira em Berlim, enquanto a polícia sofre duras críticas. Os investigadores encontraram impressões digitais do suposto autor do ataque, Anis Amri, um requerente de asilo de 24 anos, no interior da cabine do caminhão jogado contra uma multidão em um mercado de Natal de Berlim.
"Foram encontradas impressões digitais na cabine", declarou o ministro do Interior, Thomas de Maizière, acrescentando que várias provas indicam que Amri provavelmente foi o autor do atentado que matou 12 pessoas na semana passada.
Contra Amri pesa uma ordem de prisão europeia lançada pela justiça alemã. O ataque foi reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI).
A promotoria antiterrorista explicou que "parte do princípio" de que Amri guiava o caminhão que foi atirado contra a feira de Natal. A polícia realizou uma série de operações nesta quinta em todo o país no intuito de deter o suspeito. Em Túnis, capital tunisiana, Abdelkader, um dos irmãos de Amri, pediu ao jovem que se entregue. "Se puder me escutar eu lhe digo: apresente-se à polícia para que nossa família possa ficar tranquila".
Das vítimas, seis alemães, um polonês, uma italiana e uma israelense foram identificadas. Após uma visita ao quartel-general dos investigadores em Berlim, Angela Merkel declarou que espera "uma rápida detenção", e elogiou "o trabalho altamente profissional e sem pausa" dos agentes. Disse ainda estar "muito orgulhosa da calma" dos alemães, que não cederam ao pânico.
Após o ataque, as autoridades da Alemanha passaram a ser alvo de uma grande polêmica pelas falhas que permitiram a fuga do tunisiano, apesar dele ter sido fichado como um islamita perigoso. Em um primeiro momento, a polícia perdeu muito tempo antes de concentrar a investigação no tunisiano, apesar de ter encontrado um documento de identidade do suspeito no caminhão utilizado no ataque. Além disso, Amri era conhecido pela polícia. Ele foi vigiado durante grande parte de 2016, principalmente em Berlim, onde se suspeitava que poderia estar preparando um atentado. No entanto, em setembro, o MP abandonou a investigação por falta de provas.


