São Paulo - O chanceler russo, Serguei Lavrov, defendeu ontem, em conversa com o secretário de Estado americano, John Kerry, que a Ucrânia suspenda suas ações militares no leste do país e estabeleça um cessar-fogo com os separatistas. As informações sobre o conteúdo da conversa foram divulgados pelo Ministério das Relações Exteriores russo.
O diálogo se deu no mesmo dia em que o Ministério da Saúde da Ucrânia confirmou 270 mortes nos últimos dois meses devido aos conflitos. No diálogo, por telefone, Lavrov ressaltou "a importância das conversas diretas" entre os rebeldes e Kiev, segundo o ministério, que afirmou também que as duas partes expressaram apoio às operações da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) na região. Só na região de Donetsk, onde foram registrados os combates mais violentos, 225 pessoas morreram, incluindo duas crianças e oito mulheres. Os serviços médicos também contabilizaram 576 feridos, conforme diz o ministério em comunicado. Na região vizinha de Lugansk, houve 45 mortos e 137 feridos. As forças ucranianas lançaram uma ofensiva há dois meses para acabar com a insurreição pró-russa no leste da Ucrânia, onde separatistas proclamaram duas "Repúblicas Independentes" em Donetsk e em Lugansk. A ofensiva está concentrada principalmente nos arredores de Slaviansk, na região de Donetsk. Ainda nesta quarta, homens armados tomaram o controle dos serviços de segurança locais (SBU) em Makiivka, a terceira maior cidade da região de Donetsk. Na terça-feira, o novo presidente ucraniano, Petro Poroshenko, ordenou a criação de corredores humanitários, reivindicados por Moscou, para os civis que querem sair da zona de combate.

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