Chanceler busca apoio regional; Chávez reforça fronteira
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terça-feira, 27 de julho de 2010
Folhapress 
São Paulo - Em meio à crise entre Colômbia e Venezuela após a ruptura de relações diplomáticas, o chanceler venezuelano Nicolás Maduro deu início a um giro pela América Latina em busca de apoio regional, enquanto de Caracas o presidente Hugo Chávez enviou mais tropas para proteger a fronteira com a Colômbia.
Na noite de segunda-feira, Maduro se reuniu com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, manifestando a intenção venezuelana de restaurar a paz entre Caracas e Bogotá, sem dar maiores detalhes sobre as acusações feitas pela Colômbia - de que o país abriga guerrilheiros colombianos em seu território - ou a respeito das próximas manobras diplomáticas da Venezuela.
O secretário-geral do Itamaraty e ministro interino de Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota, também participou da reunião com Lula. Ele já havia se encontrado horas antes com Maduro, no Rio de Janeiro. ''Estamos trabalhando para construir a confiança entre os dois países e manter a tranquilidade até a transmissão do poder na Colômbia'', disse Patriota. O atual presidente colombiano, Álvaro Uribe, deixa o cargo no próximo dia 7, quando assume Juan Manuel Santos.
Já o presidente Hugo Chávez decidiu enviar mais reforços do Exército para a fronteira. O país aumentou sua presença militar em dois Estados que fazem fronteira com a Colômbia, disse um general, cumprindo ordens de Chávez. É o primeiro movimento conhecido de tropas desde o rompimento anunciado na última quinta-feira. A Guarda Nacional dobrou o seu contingente nos Estados de Táchira e Apure. Em Zulia, outro Estado fronteiriço, não houve alteração.
''Temos um reforço de 980 a 1.000 efetivos militares que se somam ao resguardo da fronteira, mas não há operações extraordinárias, nos mantemos em estado de alerta'', disse o chefe do Primeiro Comando Regional da Guarda Nacional, general Franklin Márquez, com autoridade sobre os Estados de Táchira e Apure, onde o número habitual de soldados é de cerca de 500. As forças venezuelanas disseram na sexta-feira que estão preparadas para um eventual conflito contra a Colômbia, algo que analistas consideram improvável.


