São Paulo- O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defendeu ontem uma saída negociada para o impasse envolvendo o programa nuclear iraniano e criticou a pressão de potências mundiais por novas sanções contra Teerã. ''Ainda há possibilidade de diálogo'', disse o ministro a jornalistas em Brasília, acrescentando que, até a manhã de ontem não tinha informações de que novas sanções estivessem sendo discutidas no Conselho de Segurança da ONU.
''Não queremos que o Irã tenha armas nucleares, não tenha dúvida disso. Eles têm o direito de um programa pacífico como os outros países'', defendeu. ''O que queremos é que cheguemos a essa certeza (de que o Irã não terá armas nucleares) por meios pacíficos e de diálogo'', acrescentou.
''Acho que o diretor (da AIEA, Yukio Amano) deveria ir (ao Irã) e analisar como se pode fazer, descobrir onde estão as dificuldades'', disse ele. ''De nada serve fazer uma proposta e ficar parado esperando a outra parte fazer exatamente o que você sugeriu. Temos de ir mais longe e analisar a situação.''
O presidente Ahmadinejad visitou o Brasil no final de 2009, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajará para o Irã em maio. Quando Ahmadinejad visitou o Brasil, Lula reconheceu ''o direito do Irã de desenvolver seu programa nuclear para fins pacíficos, com pleno respeito aos acordos internacionais'', e enfatizou que ''a não proliferação e o desarmamento nuclear devem andar juntos''.(Folhapress)

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