Chalabi critica plano dos EUA
PUBLICAÇÃO
sábado, 31 de julho de 2004
France Presse 
Madri O líder do partido Congresso Nacional Iraquiano, Ahmed Chalabi, ex-protegido do Pentágono e que perdeu apoio por suspeita de ligação com o Irã, afirmou que o plano de segurança dos Estados Unidos para o Iraque é um desastre, numa entrevista publicada ontem no jornal espanhol El País.
O plano exclui as forças (da oposição) que lutaram contra Saddam de participar em questões de segurança e confia na espionagem de países vizinhos amigos dos Estados Unidos, destacou.
Segundo Chalabi, a resistência no Iraque são os baasistas (membros do antigo partido de Saddam Hussein). Tudo isso de extremistas islâmicos estrangeiros é uma estupidez. São um componente mínimo, declarou.
O Partido Baath é uma sociedade secreta. Antes da invasão, Saddam Hussein distribuiu entre eles um bilhão de dólares e lhes deu todo tipo de armas e explosivos. Dispõem de infra-estruturas e recebem dinheiro de quem no Golfo é contra a democracia no Iraque, declarou.
O governo iraquiano exigiu que as milícias entregassem suas armas. Mas Chalabi assegurou que não haverá desarmamento enquanto o executivo não tiver capacidade de defender os iraquianos.
Powel na Bósnia O secretário de Estado americano, Colin Powell, chegou na tarde de ontem à Bósnia na escala de uma viagem que o levou à Hungria, Egito, Arábia Saudita, Kuwait e Iraque. Powell, que embarcaria ainda ontem a Polônia, se reuniu em Sarajevo com membros da presidência do país e com estudantes antes do encontro com o Alto Representante da Comunidade Internacional, Paddy Ashdown, e o comandante da Força de Estabilização da Otan (SFOR), o general americano Virgil Packett.
Em 12 de julho passado, os chanceleres da União Européia autorizaram formalmente o envio de uma força militar de cerca de 7.000 homens à Bósnia até o fim deste ano. A Otan decidiu encerrar a missão da SFOR durante sua reunião de cúpula em junho passado em Istambul.
A Aliança assegura a manutenção da paz na Bósnia desde o final do conflito em 1995, contando atualmente com 7.000 militares na SFOR, sendo que 1.000 são americanos.
A Otan manterá um quartel-general na Bósnia com a missão de ajudar na reforma militar do exército bósnio e de capturar os acusados de crimes de guerra que estão desaparecidos.


