Associated Press
De Bloemfontein
Sibusisi Madubela, um lugar-tenente negro do exército sul-africano, percorreu ontem os prédios de sua base de artilharia atirando em seus companheiros, matando sete pessoas – todas brancas –, em um crime que a polícia acredita ter sido motivado por racismo.
Segundo investigadores, cinco pessoas, também brancas, ficaram feridas no ataque, ocorrido na base militar de Tempe, na cidade sul-africana de Bloemfontein. De acordo com a subtenente Johlene van der Merwe, entre os mortos estavam um major, cinco oficiais e uma empregada civil da base.
A agitação cessou depois que um oficial matou Madubela a tiros.
Segundo a polícia, o motivo do ataque ainda não está claro, mas a hipótese de crime racial não foi descartada pelos investigadores.
Os ânimos começaram a piorar muito entre negros e brancos na Força de Defesa Nacional da África do Sul depois do fim do apartheid, há cinco anos.
No ano passado, um relatório feito por conselheiros militares britânicos, que foi enviado ao parlamento sul-africano, indicou que pouco foi feito para mudar o preconceito racial nas Forças Armadas da África do Sul.
Segundo o editor do jornal das Forças Armadas Sul-africanas, Peter McIntosh, a maioria dos oficiais é branca enquanto que as fileiras são formadas principalmente por negros.

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