Chacina de Gracko provoca indignação e ira na Iugoslávia
France Presse
De Belgrado
A matança de 14 sérvios em Kosovo, que causou reações internacionais, suscitou a ira de Belgrado, que acusa a Força de Paz Internacional (KFOR) e a Missão da Onu (MINUK) de violar seu compromisso de garantir a segurança na província. No sábado, horas depois do anúncio da matança na aldeia de Gracko, perto de Lipljan (Sul de Pristina), o presidente iugoslavo, Slobodan Milosevic, e os mais altos funcionários responsabilizaram totalmente a KFOR e a MINUK pelo que denominaram de crime horrível.
A direção iugoslava acusou as autoridades internacionais de dar de ombros ao desarmamento do Exército de Libertação de Kosovo (ELK) e de manter em relação à organização separatista albanesa uma atitude voluntariamente tolerante, permitindo aos bandos armados penetrarem livremente na província pela Albânia e Macedônia. Em Lugano (Suíça), o ex-porta-voz do ELK, Jakup Krasniqi, negou qualquer envolvimento da organização na matança de Gracko.
A promotora do Tribunal Penal Internacional (TPI) para a antiga Iugoslávia, Louise Arbour, decidiu iniciar uma investigação sobre a matança. O secretário-geral da Otan, Javier Solana, condenou a matança brutal dos 14 camponeses sérvios na sexta-feira e manifestou o desejo de que os responsáveis sejam presos e julgados. O administrador das Nações Unidas, Bernard Kouchner, suplicou este domingo aos sérvios da província que não fujam depois da matança, advertindo que se o fizerem, será uma vitória para os malditos que a penetraram.





