CGT argentina ameaça greve antes do Natal
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sexta-feira, 20 de dezembro de 1996
Reuter 
BUENOS AIRES - A Confederação Geral do Trabalho (CGT) argentina decidiu ontem romper a trégua com o governo e ameaçou desencadear nova greve geral, antes do final do ano, em protesto contra os três decretos assinados na noite de quarta-feira pelo presidente Carlos Menem. Os decretos presidenciais, considerados uma traição pelos sindicalistas argentinos, fazem avançar a reforma trabalhista, defendida pelo governo. Modificam os contratos coletivos de trabalho ao dar ao Ministério do Trabalho o poder de revogar total, ou parcialmente, acordos coletivos de várias categorias profissionais.
Outra iniciativa de Menem foi tornar direta a negociação das pequenas e médias empresas com seus funcionários, sem nenhuma intermediação dos sindicatos. Esse setor, segundo cálculos oficiais, representa até 80% da mão-de-obra argentina empregada.
O secretário adjunto, Juan Manuel Palacios, protestou e propôs uma paralisação imediata: Vamos parar já na segunda-feira, contra as mudanças introduzidas pelo governo na legislação trabalhista, advertiu.


