Mauthausen, Áustria- Com um apelo à memória e uma exortação a evitar a intolerância, representantes de 51 países, entre os quais o chefe do governo espanhol, comemoraram ontem a libertação de Mauthausen (norte da Áustria), o último campo de concentração nazista liberado pelos aliados, há 60 anos.
Centenas de ex-prisioneiros participaram da cerimônia, assistida por mais de 21 mil pessoas, incluindo um grande número de jovens, segundo a polícia. O chefe do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, expressou seu ''respeito aos sobreviventes e às famílias dos republicanos espanhóis mortos em Mauthausen. Entre 5 mil e 7 mil republicanos morreram no campo de concentração nazista.
Metade dos 200 mil deportados de toda a Europa - incluindo políticos, judeus, ciganos e homossexuais- morreram de desnutrição, maus-tratos ou nas câmaras de gás deste campo de concentração.
''Nosso dever é garantir que os filhos dos nossos filhos não esqueçam esta barbárie. Nunca mais voltarão o horror totalitário, a guerra e o fascismo. A Europa é agora um continente em paz'', declarou Zapatero.
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que está na Europa para as comemorações dos 60 anos do final de Segunda Guerra, participou na Holanda de uma cerimônia, em companhia da rainha Beatriz, em homenagem à vitória sobre a Alemanha nazista no cemitério militar americano de Margraten. Bush homenageou os 300 mil soldados americanos mortos durante a guerra.

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