Cérebros foram usados ilegamente em pesquisa
PUBLICAÇÃO
sábado, 10 de maio de 2003
France Presse 
Londres - Milhares de cérebros de doentes mentais e de deficientes físicos foram extraídos e conservados de forma ilegal nos últimos 30 anos na Grã-Bretanha e destinados à pesquisa científica, segundo uma investigação realizada pelo governo britânico, cujos resultados serão revelados na segunda-feira, publicou ontem o The Times.
Os cérebros foram oferecidos por médicos a pesquisadores entre 1970 e 1999, sem o consentimento das famílias, afirmou a fonte, que informa que os cérebros ainda estão armazenados em hospitais britânicos e universidades.
A lei britânica sobre o tratamento de tecidos humanos determina que nenhum médico pode realizar uma autópsia e extrair órgãos se não for para revelar a causa da morte, exceto que tenha a autorização da família. Entretanto, não estão previstas sanções na lei para os médicos que a infrijam.
Depois de um primeiro informe sobre práticas de extrações não autorizadas no hospital Alder Hey em 2001, o ministro da Saúde britânico, Alan Milburn, prometeu a modificação da legislação, ainda não realizada.
Em fevereiro, autoridades do hospital em questão se desculparam pelo papel desempenhado no escândalo envolvendo órgãos de centenas de crianças mortas, extraídos sem o consentimento de seus pais.


