AmãA saúde do presidente palestino, Yasser Arafat, ''está em perigo'' devido ao cerco militar israelense em seu quartel-general em Ramalah, advertiu ontem seu médico, o jordaniano Ashraf Kurdi. ''Sua saúde corre perigo devido à falta de remédios e comida. Além disso, não foi submetido à revisão médica que deve ser realizada cada três meses'', disse Kurdi, encarregado da saúde de Arafat na última década.
O líder palestino sofre de mal de Parkinson há vários anos, mas o tratamento tinha conseguido reduzir seus efeitos externos antes da ''Intifada'' palestina, deflagrada em setembro de 2000.
''O fato de que as tropas israelenses o obriguem a viver confinado em um quarto, além da pressão psicológica e a falta de ar fresco ameaçam sua saúde'', insistiu.
Arafat se encontra cercado há uma semana pelos tanques e escavadeiras israelenses, que reduziram a pó a maior parte do quartel-general do líder palestino em Ramalah.
Kurdi afirmou que a última revisão médica de Arafat foi em abril, quando o visitou com o ministro das Relações Exteriores jordaniano Marwan Muashar em Ramalah.
PrivaçõesO presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, sitiado há quase uma semana em seu quartel general de Ramalah, passa o tempo discutindo com seus companheiros assediados e falando por telefone para manter o contato com o mundo exterior.
Como todos, Arafat dorme no chão e uma vez por dia come conservas na própria lata. E embora o velho líder palestino esteja ''encolerizado'' com a comunidade internacional, à qual acusa de ser favorável a Israel, mantém a ''fé'' em sua causa e aceita sua sorte, enclausurado em um edifício lotado (250 homens estão isolados junto com ele), úmido e onde o odor é insuportável.
DisparosO exército israelense disparou rojões ontem à noite contra o quartel-general do presidente da Autoridade Palestina Yasser Arafat, onde o líder está sitiado. Os soldados lançaram um total de oito rojões e instalaram projetores em torno do edifício.
Também houve movimento de veículos militares no setor; 250 palestinos estão junto de Arafat. Israel se comprometeu a levantar o cerco se 20 deles, acusados de ''atividades terroristas'', se entregarem.

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