‘Cerco a árabes’ não muda
rotina na fronteira com PR
Valmir Denardin
Ney de SouzaPolicial cadastra turista na aduana de Puerto Iguazú
A decisão da Argentina de reforçar a segurança nas fronteiras com Brasil e Paraguai não provocou grandes alterações na rotina da aduana de Puerto Iguazú, cidade vizinha a Foz do Iguaçu. Anteontem, a Argentina anunciou a medida devido a uma crise diplomática com o Irã, provocada pela repercussão dos atentados contra alvos judeus em Buenos Aires, entre 1992 e 1994.
A Gendarmeria na aduana informou ontem que o número de policiais encarregados de fiscalizar documentos dos estrangeiros que entram no país por Puerto Iguazú foi aumentado em 20%, passando a contar com 40 homens. ‘‘Nosso controle normalmente já é rígido, só estamos mais vigilantes’’, declarou um dos policiais. Ele negou que o controle na aduana seja discriminatório.
O agravamento da crise entre Argentina e Irã ocorreu depois que a Justiça argentina acusou quatro iranianos de envolvimento nos atentados em Buenos Aires. O governo argentino ordenou reforço na segurança das fronteiras com áreas que concentram comunidades islâmicas por temer represálias de extremistas. A região de Foz do Iguaçu e Ciudad del Este (Paraguai) concentra uma das maiores comunidades islâmicas da América Latina, com cerca de 12 mil integrantes.

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