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m de leitura Atualizado em 20/05/2022, 15:09

Censo mostra aumento da população e inclui diversidade

População da Argentina subiu para pouco mais de 47 milhões, aponta contagem oficial

PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 20 de maio de 2022

Sylvia Colombo – Folhapress
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Buenos Aires - Os dados preliminares coletados no censo realizado pela Argentina nesta quarta-feira (18) indicam que a população do país subiu para pouco mais de 47 milhões. 

A pesquisa estava agendada para 2020, mantendo a prática de fazer a contagem a cada dez anos, mas foi adiada devido à pandemia de Covid-19 A pesquisa estava agendada para 2020, mantendo a prática de fazer a contagem a cada dez anos, mas foi adiada devido à pandemia de Covid-19
A pesquisa estava agendada para 2020, mantendo a prática de fazer a contagem a cada dez anos, mas foi adiada devido à pandemia de Covid-19 |  Foto: iStock
 

 No último levantamento, feito em 2010, os argentinos somavam 40.117.096 habitantes. Agora eles são 47.327.407 - crescimento de quase 18%. A pesquisa estava agendada para 2020, mantendo a prática de fazer a contagem a cada dez anos, mas foi adiada devido à pandemia de Covid-19. 

 O aumento da população argentina não altera o ranking dos países com mais habitantes da América do Sul. O Brasil, com 212,6 milhões de pessoas, segue isolado na liderança. Em segundo lugar vem a Colômbia, com 50,1 milhões. A Argentina e seus 47 milhões de habitantes ficam na terceira posição. 

 Nas redes sociais, o presidente Alberto Fernández comemorou a cifra. "Somos mais de 47 milhões de argentinas e argentinos! Hoje, graças ao esforço de todas e todos, temos mais certeza para trabalhar por um futuro melhor", escreveu. 

 O dia em que se realiza o censo é feriado nacional na Argentina. Nenhum estabelecimento comercial pode abrir, e apenas serviços básicos seguem em funcionamento. A ideia é que todos fiquem em casa aguardando a visita dos recenseadores. 

 Das 8h às 18h, 650 mil voluntários percorreram as casas argentinas. O questionário deste ano apresentou algumas novidades. Além de perguntar quantas pessoas vivem em cada casa e quantos ambientes cada imóvel possui, foram introduzidas perguntas relacionadas a questões de identidade racial e de gênero. 

 Além das opções de "homem" e "mulher", os argentinos também puderam declarar se veem a si mesmos como mulher trans, travesti, homem trans, transmasculino, não binário ou outra identidade. Em relação à autodeclaração racial, o censo deste ano também trouxe as opções de "afrodescendente" e "descendente de povos indígenas". 

 "O censo é a imagem exata de quem somos. Não podemos planejar para onde queremos ir como país se não soubermos o que somos, se não nos reconhecermos em nossas diversidades culturais, étnicas, socioeconômicas ou sociodemográficas, e o censo nos dá esta informação", disse Marcos Lavagna, diretor do Indec (Instituto Nacional de Estatística e Censos), órgão equivalente ao IBGE. 

 Ainda segundo os dados provisórios, o censo argentino revelou que 52,83% da população são mulheres e 47,05%, homens; 0,12% afirmaram não se reconhecer sob nenhuma dessas categorias. 

 Não há previsão para a divulgação dos resultados consolidados, e eles podem demorar até oito meses, uma vez que parte da população foi questionada de modo presencial e outra de modo digital. Pela primeira vez no país, houve a opção de responder ao censo por meio de um formulário na internet, opção escolhida por cerca de 23,8 milhões de argentinos, pouco mais de 50% da população, segundo o Indec. 

 No primeiro censo realizado na Argentina, em 1895, foi contado 1,8 milhão de pessoas. Em 1914, a cifra era de 7,9 milhões, e, em 1947, subiu para 15,9 milhões. A partir de 1960, quando foram registrados 20 milhões de habitantes, o censo passou a ser realizado a cada dez anos e apresentou um aumento médio de 4 milhões de pessoas por década até chegar aos 40,1 milhões de 2010.