Neurônios humanos criados em laboratório a partir de células-tronco capazes de produzir uma substância química cuja falta está ligada ao Mal de Parkinson representam uma nova esperança de tratamento para a doença, segundo estudo da equipe de biólogos dirigida pelo médico Lorenz Studer, apresentado pelo laboratório Sloan-Kettering Cancer Center de Nova York na página da Academia de Ciências dos Estados Unidos (Pnas).
Os pesquisadores demonstraram pela primeira vez em uma experiência ''in vitro'' que a evolução de células-tronco retiradas de embriões humanos pode ser dirigida para formar neurônios produtores de dopamina, um mensageiro químico que atua na sinapse, facilitando a execução dos movimentos.
''É uma etapa-chave. Este resultado foi indispensável para qualquer teste pré-clínico'', afirmou o biólogo francês Anselme Perrier, que assinou o artigo de apresentação. ''Os resultados foram confirmados a partir de três linhas diferentes de células-tronco humanas, de dois macacos'', destacam os autores da publicação. ''Agora devemos testar os animais, ratos e depois macacos'', acrescentou Perrier.
Tremores nas mãos, rigidez muscular e lentidão nos movimentos são alguns sintomas do Mal de Parkinson, doença neuro-degenerativa descoberta pelo médico britânico James Parkinson em 1817, que atinge entre 1% e 2% da população com mais de 65 anos.

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