São Paulo- Socorristas, soldados da ONU e até jornalistas traumatizados após presenciarem o espetáculo de dor e destruição, com corpos amontoados pelas ruas depois do terremoto que devastou Porto Príncipe, encontram no acampamento da Minustah uma célula de apoio psicológico da ONU, criada especialmente para estas circunstâncias. ''Atendemos a cem pessoas por dia'', explica à Agência France Presse Youssoupha Niang, a psiquiatra que criou esta célula no dia seguinte à tragédia. Mais de duas semanas após o terremoto de 12 de janeiro, que deixou pelo menos 170 mil mortos e milhares de desaparecidos, a equipe de sete psicólogos atendeu a mais de 2 mil pessoas.
A justiça haitiana pretende processar por ''tráfico de crianças, sequestro de menores e associação com o crime'' os dez americanos detidos após tentarem deixar o país com cerca de 30 crianças, informou ontem um promotor haitiano.
O grupo de norte-americanos poderá enfrentar processos por conspiração com o crime, falou à AFP Mazar Fortil, promotor interino do principal tribunal de Porto Príncipe.
A Polícia haitiana capturou na última sexta-feira os dez americanos - cinco homens e cinco mulheres - quando tentavam passar na fronteira até a República Dominicana com 33 crianças haitianas, cujas idades iam de dois meses a 14 anos. ''Caberá ao juiz decidir se eles serão julgados aqui no Haiti ou nos Estados Unidos, com base na lei haitiana'', declarou a ministra da Cultura e da Comunicação, Marie Laurence Jocelyn Lassegue.

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