Yahlin Chang
Newsweek
De Nova York
Mavis Leno, mulher do animador norte-americano de um programa noturno de TV, Jay Leno, não faz papel de celebridade. Mas no fim do ano passado ela apareceu no programa Larry King Live, da CNN. Um mês depois, repórteres da revista ‘‘People’’ a visitaram em sua casa.
Mais recentemente, ela se tornou figura frequente na NBC – aparece no programa matinal Today e no Tonight Show, de Jay. Mavis Leno não ambiciona autopromover-se. Presidente da Campanha da Maioria Feminista para Acabar com o Apartheid dos Sexos no Afeganistão, ela está decidida a atrair a atenção do público para a triste sorte das mulheres e mães afegãs.
Segundo as normas impostas pelo regime da milícia Taleban, elas têm de cobrir o corpo inteiro com o burqa, geralmente não podem trabalhar, frequentar escolas nem mesmo sair de casa sem um parente próximo, do sexo masculino.
Para defender sua causa, Mavis fez mais que superar sua timidez inata: no verão passado, num gesto bem divulgado, ela e Jay doaram US$ 100 mil à campanha. ‘‘Nunca vou abandonar essas mulheres’’, diz.
O Afeganistão tornou-se a última causa de Hollywood. Meryl Streep, Geena Davis, Sidney Poitier e Melissa Etheridge aderiram. Aproveitando a publicidade criada por seus simpatizantes célebres, a Maioria Feminista inundou a Casa Branca e o Departamento de Estado com 100 mil petições, cartas, e-mails e faxes.
Suas reivindicações: que os Estados Unidos cortem a ajuda aos países que reconhecem o Taleban, aumentem a assistência humanitária às afegãs e abram as portas a refugiadas afegãs.

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