Com sua entrada e as laterais forradas de flores vindas de toda parte, a austera igreja de Madeleine, no centro de Paris, recebeu ontem em sua nave central mais de mil pessoas, entre as quais membros do governo francês e alemão, para a cerimônia da última homenagem às 113 vítimas do acidente com o Concorde da Air France.
O serviço religioso na igreja neoclássica do século 18, que em 1997 acolheu as celebrações em memória da princesa Diana, foi uma cerimônia ecumênica, concelebrada por líderes religiosos cristãos, judeus e islâmicos ao som de músicas de Handel e a leitura de trechos do livro ‘‘O Pequeno Príncipe’’, do escritor e aviador francês Antoine de Saint-Exupéry.
Antes de iniciada a cerimônia, a igreja começou a ser ocupada por discretas figuras com os uniformes azuis da Air France, alguns dos quais exibiam a insígnia em forma de asa dos tripulantes do Concorde. Antes de a polícia limitar o acesso à igreja para a celebração, turistas e passantes também ali entraram para dirigir sua prece em memória dos mortos diante da estátua de Santa Maria Madalena no altar principal.
O presidente Jacques Chirac, embora ausente da cerimônia de ontem (ele participou da cerimônia religiosa celebrada em Gonesse, na quarta-feira), enviou um arranjo de rosas cor-de-rosa e outras flores. Entre o alto escalão governamental, era esperada a presença dos ministros alemães de Relações Exteriores, Joschka Fischer, dos Transportes, Reinhard Klilmmt, e dos ministros franceses do Interior, Jean-Pierre Chevenement, e dos Transportes, Jean-Claude Gayssot.

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