Cavallo será espécie de ''juiz'' na Câmara
Agência Estado
De Buenos Aires
Os números finais sobre as eleições de deputados ainda não estavam definidos ontem, mas o partido dominado por Domingo Cavallo deveria passar de três parlamentares para 12.
Domingo Cavallo se transformou no líder da terceira força política da Argentina. Como tal, será um verdadeiro juiz na Câmara dos Deputados. O Partido Ação pela República, que o ex-ministro de Carlos Menem lidera, não terá representantes no Senado, já que a composição não estava em jogo nestas eleições.
As eleições para senador estão previstas para o ano 2001. Com 12 deputados, Cavallo poderá apoiar leis que a Aliança impulsione. Esta terá 124 deputados próprios.
Com 254 cadeiras, são precisos 129 votos para que uma lei passe. Se aprovada, então vai para o Senado. Cavallo tem mandado mensagens dando conta de que fará uma oposição responsável e que não hesitará em apoiar projetos bons.
Se favorável a uma proposta da Aliança, a ponte será Adolfo Sturzzenegger, economista de origem radical que abandonou a UCR no momento em que o partido se opôs ao Plano de Conversibilidade instaurado por Cavallo. Sturzzenegger foi um dos primeiros economistas a aderir ao partido Ação pela República quando Cavallo deu força política às idéias que defendeu desde a condução econômica que trouxe estabilidade à economia argentina.
Se Cavallo decide por apoiar as posições do Partido Justicialista (PJ), o homem-chave do diálogo será José Luis Fernández Valoni, que se elegeu deputado pela Ação pela República na Capital Federal. Ele é um ex-membro histórico do PJ que se aliou a Cavallo quando Menem demitiu o ministro da Economia. O apoio de Cavallo será chave também para De La Rúa na hora de enfrentar negociações com os banqueiros internacionais e os organismos multilaterais.





