Polônia - Centenas de milhares de católicos comemoraram neste domingo o primeiro aniversário de morte do Papa João Paulo II com missas e reuniões em todo o mundo, sobretudo na Polônia e no Vaticano. Uma grande missa ao ar livre pela imediata beatificação de João Paulo II reuniu pela manhã, no santuário da Misericórdia divina em Lagiewniki, região periférica de Cracóvia, milhares de pessoas, entre elas o presidente polonês, Lech Kaczynski, e o primeiro-ministro Kazimierz Marcinkiewicz.
  Toda a cidade de Cracóvia, da qual Karol Wojtyla foi arcebispo até sua escolha pela Santa Sé em 1978, foi decorada com as bandeiras da Polônia e do Vaticano.
  Esta missa marcou o fim dos trabalhos de um tribunal encarregado de registrar na Polônia as declarações das testemunhas do processo de beatificação de João Paulo II.
  ‘‘Podemos testemunhar hoje que ele foi verdadeiramente um profeta de Jesus Cristo’’, declarou em sua homilia o monsenhor Stanislaw Dziwisz, ex-secretário de João Paulo II. Em Wadowice, a cidade natal de Karol Wojtyla, no sul da Polônia, os fiéis se reuniram em frente à casa onde João Paulo II nasceu no dia 18 de maio de 1920 e também diante da basílica local.
  O Papa Bento XVI citou em discurso antes da oração do Ângelus, a ‘‘imensa herança’’ deixada por seu antecessor. ‘‘Um ano depois de sua morte, esse grande Papa nos deixou uma herança imensa’’, afirmou Bento XVI com a voz embargada, diante de dezenas de milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano. ‘‘Mas a mensagem de seu longo pontificado pode ser resumida com as palavras que ele pronunciou ao iniciá-lo, aqui na Praça de São Pedro, em 22 de outubro de 1978: Abram, abram bastante, as portas para Cristo’’, acrescentou o Papa.
  Bento XVI faria ainda uma segunda homenagem a seu antecessor ao recitar o rosário da janela de seu apartamento.
  João Paulo II falou da mesma janela durante os 26 anos de seu pontificado.
  Bento XVI lembrou a longa agonia de seu antecessor. ‘‘No último dia 2 de abril, o amado Papa João Paulo II vivia nessas mesmas horas, nessa mesma sala, a última etapa de sua peregrinação na Terra, uma peregrinação de fé, amor e esperança, que deixou uma marca profunda na história da Igreja e da Humanidade (...) Nos últimos anos, o Senhor gradualmente o privou de tudo (...) Sua morte foi o cumprimento de um testemunho de fé que comoveu o coração de tantos homens de boa vontade’’, concluiu.

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