Catástrofe deixa o país desnorteado
France Presse
De Izmir
De acordo com a agência oficial de notícias Anatolia, o governo turco declarou ontem à noite que era impossível estabelecer os números definitivos dos mortos e feridos por causa das pessoas que ainda continuam sob os escombros dos prédios e das casas desabadas.
O tremor de terra, de intensidade de 6,7 (ou 7,8 segundo institutos da Inglaterra e EUA) na escala Richter que vai até 9 durou 45 segundos e surpreendeu os turcos em pleno sono, às 3h02 da madrugada (00h02 GMT).
A cidade industrial de Izmir (150 km a leste de Istambul) foi a mais afetada com 844 mortos e 2.897 feridos. Nas ruas próximas ao pequeno hospital de Izmir, completamente cheio, centenas de pessoas feridas estavam sobre macas à espera de atendimento.
Em Istambul, a megalópolis turca de dez milhões de habitantes, o sismo causou até ontem 215 mortos e 3.250 feridos.
Milhares de moradores das cidades afetadas se prepararam para passar a noite na rua. Em Istambul foram instaladas barracas de campanha às margens do rio rio Bósforo.
Todas as estradas que levam a Izmir foram cortadas e uma ponte desabou.
O abastecimento de água e eletricidade começava a ser normalizado ontem à noite.
Equipes de socorro chegaram da Rússia, Alemanha, França, Grã-Bretanha, Japão, Suíça e Espanha. Três técnicos da ONU estão sendo aguardados em Istambul e Ancara para avaliar as necessidades.
A Turquia está situada sobre uma falha geológica muito ativa que atravessa o território de leste a oeste.
No dia 27 de dezembro de 1939 um terremoto causou 45 mil mortos no oriente da Turquia.





