CATÁSTROFE - Tragédia é a pior em 65 anos, diz premiê
O Japão enfrentou uma tragédia tripla e histórica: terremoto, tsunami e vazamento radioativo. Esta é a pior catástrofe a atingir o país desde a Segunda Guerra Mundial. A valiação é de ninguém menos que o premiê Naoto Kan.
Considero a situação atual, de certa forma, como a mais grave crise que enfrentamos nos últimos 65 anos, disse. As estimativas apontam que o número de mortos pode superar os 10 mil.
O temor no país é grande porque usinas nucleares foram afetadas. Ainda não há informações sobre um número oficial de pessoas contaminadas pela radiação. O problema deixa os japoneses em alerta ainda maior, uma vez que o país ainda carrega o trauma das bombas atômicas jogadas pelos norte-americanos em Hiroshima e Nagasaki durante a Segunda Guerra Mundial.
O Itamaraty tomou a iniciativa de organizar missões humanitárias para oferecer apoio a brasileiros que moram nas regiões mais atingidas pelo terremoto. O primeiro grupo de diplomatas esteve em Ibaraki (120 km ao norte de Tóquio), que sofreu danos com o terremoto. Eles falaram com líderes comunitários, mas inicialmente não identificaram brasileiros que necessitassem de ajuda.
O consulado ainda deve mandar missões para regiões mais ao norte do país, que sofreram maiores danos. De acordo com registros de 2009 do Itamaraty, 383 brasileiros vivem na região da usina nuclear de Fukushima (a 250 quilômetros a nordeste de Tóquio), onde ao menos um reator nuclear sofreu uma explosão e vazamento de radioatividade.
Outros 15 a 20 brasileiros residiriam em Sendai, próxima do epicentro do terremoto e uma das cidades mais atingidas pelo tsunami.
● Grande onda ou sucessão de ondas marinhas que se desloca através do oceano até por milhares de quilômetros em alta velocidade
● Atualmente a comunidade brasileira no Japão é formada por mais de 250 mil pessoas a terceira maior comunidade estrangeira no país





