Londres- A decisão da falecida princesa Diana de falar publicamente de sua batalha contra a bulimia, uma desordem alimentar que afeta milhões de mulheres no mundo, provocou um forte aumento do número de pessoas que buscam tratamento, anunciaram especialistas em Londres.
Segundo um estudo do Instituto de Psiquiatria Britânico, depois de princesa ter revelado, numa emocionante entrevista à BBC, que sofria da doença, o número de casos de bulimia reportados duplicou.
Os pesquisadores atribuíram ao ''Efeito Diana'' o aumento do número de pessoas que, durante a década de 90 na Grã Bretanha, admitiram ter a doença e procuraram ajuda.
A Princesa Diana, que morreu em agosto de 1997 num acidente em Paris, revelou pela primeira vez que lutava contra a bulimia em 1992, depois de ter sido descrita no controvertido livro de Andrew Morton: ''Diana: Sua História Verdadeira''.
Segundo o estudo dos psiquiátricos britânicos, o número de casos de anorexia, doença que faz pessoas ficarem esquálidas por medo de engordar, segue estável no país (cerca de 10.000 casos entre 1988 e 2000).
Os casos de bulimia, no entanto, aumentaram dramaticamente no início da década de 90 e depois declinaram subitamente, indicou a pesquisa.
O estudo demonstra que em 1990 havia mais de 25 casos de bulimia a cada 100.000 mulheres de 10 a 39 anos. Em 1996, a estatística subiu para 60 casos entre 100.000 mulheres.
Depois da revelação de Diana, o número de pessoas que decidiu buscar ajuda praticamente dobrou e chegou a 60.000, segundo o estudo.
A psiquiatra Janet Treasure, que escreveu livros sobre bulimia, confirmou que, quando a Princesa Diana falou publicamente da bulimia, milhares de mulheres buscaram ajuda.
''O número de mulheres afetadas por desordens alimentares diminuiu por causa da Princesa Diana'', concluiu Treasure.

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