Washington - Chega a pelo menos 91 o número de casos de abuso por parte de soldados americanos contra presos e civis no Iraque e no Afeganistão, anunciou um oficial do Pentágono ontem, preferindo não revelar o nome.
O novo número representa quase o dobro dos 49 anunciados há duas semanas. Com isso, torna-se cada vez mais difícil para o governo considerar isolados os casos de abuso cometidos na prisão de Abu Ghraib, no Iraque. ''Oficiais norte-americanos deram início a 91 investigações de casos de má conduta praticados pelos soldados contra presos e civis'', disse um oficial do exército, confirmando o número divulgado pelo jornal ''The Washington Post''.
Entretanto, o número pode ser ainda maior, já que o Comando de Investigação Criminal continua recolhendo informações. No dia 22 de maio, oficiais do exército disseram à imprensa que 37 casos de morte e 16 de agressão estavam sendo investigados desde agosto de 2002.
Os últimos números aparentemente não incluem novos casos de morte. Porém, incluem mais casos de agressão do que os previamente relatados. Segundo o ''Washington Post'', há 18 casos de soldados acusados de roubar jóias, dinheiro e outras propriedades de civis, além de 40 casos de agressão contra civis ou presos, em que eles foram agredidos fisicamente ou ameaçados por armas de fogo.
Um oficial do exército teria dito também ao jornal que 14 casos de agressão foram levados à Corte Marcial. Apenas um assassinato resultou em punição disciplinar: um soldado foi expulso do exército por atirar contra um prisioneiro que estava lançando pedras contra ele.
Mais oito casos de homicídio estão sob investigação, enquanto outro foi encaminhado ao Departamento de Justiça por envolver empregados contratados pela CIA.

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