Coberto de elogios na Irlanda por seu apoio ao processo de paz, o presidente norte-americano Bill Clinton parepara-se para uma recepção muito menos calorosa em seu retorno a Washington, onde o caso Lewinsky ameaça cada vez mais diretamente seu governo.
À primeira vista, a credibilidade internacional do presidente norte-americano só poderia ser reforçada pela visita de três dias ao Norte e Sul da ilha. Clinton foi aclamado como ator principal do processo de paz, que permitira finalmente à Irlanda do Norte passar ‘‘das trevas para a luz’’, segundo sua expressão.
‘‘Nenhum presidente dos EUA fez mais pela paz do que vossa excelência’’, disse-lhe o primeiro-ministro britânico Tony Blair, enquanto seu colega irlandês, Bertie Ahern, agradeceu-lhe ‘‘seu compromisso decisivo’’ nas negociações para o acordo de paz.
Mas na quinta-feira, o caso Lewinsky chegou a Dublin quando, do outro lado do Atlântico, o influente e respeitado senador democrata Joseph Lieberman criticou o comportamento ‘‘imoral’’ do presidente.

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