Caso examinado em hospital da Virgínia não é da bactéria
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 09 de outubro de 2001
France Presse<br> De Washington 
O FBI (polícia federal norte-americana) indicou ontem que um homem examinado em um hospital da Virgínia (leste) não foi diagnosticado com antraz, possibilidade evocada anteriormente pela mídia americana.
''Pelo que sei, não há caso de doença por antraz na Virgínia'', indicou um porta-voz do FBI, Paul Bresson. A Virgínia faz limite com Washington.
Bresson indicou que o FBI iniciou uma investigação sobre uma eventual propagação dessa bactéria pelos Estados Unidos.
Os temores de um ataque bacteriológico aumentaram quando, na Virgínia, funcionários citados pelo jornal The Washington Post falaram da possível existência de um terceiro caso no norte desse Estado.
O terceiro caso afetaria um homem cujo trabalho pode tê-lo colocado em contato com os dois homens diagnosticados com antraz na Flórida, um dos quais - Robert Stevens, de 63 anos - faleceu na sexta-feira passada.
O segundo homem afetado, de 73 anos e cujo nome não foi divulgado, segundo a mídia americana, trabalhava no mesmo edifício que Stevens, editor de fotografia de um tablóide, e apesar de ''não ter desenvolvido a enfermidade, uma amostra nasal demonstrou que era portador da bactéria'', segundo Frank Penela, porta-voz do departamento de Saúde da Flórida.
Com os atentados terroristas, o temor quanto a ataques bacteriológicos se ampliou no país.


