Caso Estermann está em aberto

Pela primeira vez, a Santa Sé admitiu que existem várias questões abertas na investigação sobre a morte de três pessoas no Vaticano, na semana passada. O juiz Gianluigi Marrone, que investiga as mortes do chefe da Guarda Suíça, sua mulher e um suboficial que teria sido o autor do crime e que depois se suicidou, afirmou que falta esclarecer como ocorreram os fatos. Até agora, prevalecia a versão oficial do porta-voz do Vaticano, Joaquín Navarro Valls, de que se tratou de um ato de loucura. Segundo essa versão, o cabo da Guarda Suíça, Cedric Tornay, disparou contra seu superior, Alois Estermann, e contra a mulher deste antes de se matar. O motivo seria a insatisfação do cabo com seu chefe. Uma das questões ainda não esclarecidas pelas autoridades do Vaticano é sobre se havia uma quarta pessoa no local do crime já que foram encontrados quatro copos vazios sobre uma mesa. Além disso, Estermann falava ao telefone com um padre cuja identidade não foi divulgada no momento em que foram feitos os disparos. (DPA)

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