O presidente do Casaquistão, Nursultan Nazarbayev - que dirige a antiga república soviética da Ásia Central desde sua independência, em 1991 - está certo de ser reeleito hoje para um novo mandato de sete anos, apesar das críticas contra um poder cada vez mais autoritário.
Cerca de 8,5 milhões de eleitores, de uma população de 15,6 milhões, foram convocados para as urnas nas primeiras eleições presidenciais livres desde a independência do país, apesar de estarem longe dos critérios ocidentais em matéria de democracia.
Nazarbayev, de 58 anos, à frente do país há quase dez, graças à sua carreita no Partido Comunista na época da antiga União Soviética, tem a seu favor ter levado Casaquistão pela via da economia de mercado.
Orgulho Oito milhões de cazaques, muçulmanos de fala turca que representam a maioria da população no Cazaquistão afirmam o orgulho de viver em um país independente, depois de mais de 70 anos de dominação russa.
Até o desmembramento da União Soviética, em dezembro de 1991, as várias repúblicas estiveram em segundo plano em relação à Rússia, que abasteciam de riquezas e matérias-primas, enquanto seu povo sofria com a opressão.
Em um país onde centenas de escolas foram fechadas, os cazaques estavam praticamente limitados a trabalhar como pastores. Agora os cazaques reconhecem ter pelo menos um motivo de satisfação: ‘‘a liberdade’’ recuperada.

mockup