Londres - Após o casamento real da próxima sexta-feira (29), o príncipe William e Kate Middleton se juntarão ao mais novo grupo de casais formado por príncipes e princesas europeus que escolheram plebeus e plebeias como companheiros.

Os casamentos reais em que o sangue azul não é um pré-requisito têm sido uma tendência da nova geração da monarquia europeia e têm precedentes mais antigos em países como a Suécia e o principado de Mônaco.

Ao contrário de Diana Spencer, Kate Middleton não é aristocrata. Lady Di, que acabou sendo conhecido como "princesa do povo" por sua proximidade com os súditos e pelas constantes quebras de protocolo, era filha de um visconde e descendente de um barão britânico.

Já a noiva de William é filha de uma família de classe média, fruto do casamento de uma aeromoça e um comissário de bordo, que possuem uma empresa de organização de festas. Mesmo assim, ela frequentou colégios privados e estudou na mesma universidade que o príncipe, onde o casal se conheceu.

Uniões polêmicas
Na Suécia, o namoro de sete anos da princesa Victoria, herdeira do trono, com seu personal trainer, Daniel Westling, foi alvo de críticas por parte da imprensa. Mas o casamento, ocorrido em junho de 2010, foi prestigiada pelas famílias reais europeias.

A mãe da princesa, rainha Sílvia, também não tem origem nobre. Seu pai era um empresário alemão e sua mãe era brasileira. A futura rainha conheceu o então príncipe herdeiro da Suécia, Carl Gustaf, quando trabalhava nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972.

Na Noruega, o casamento da plebeia Mette-Marit com o príncipe herdeiro Hakkon também causou polêmica. Filha de um jornalista e de uma dona de casa, Mette-Marit chegou a trabalhar em um café, frequentava festas de música eletrônica e teve um filho com um homem condenado por posse de drogas. Hoje, no entanto, ela é querida pelos súditos noruegueses.

Já o casamento da economista argentina Máxima Zorreguieta com o príncipe holandês Willem-Alexander chegou a provocar críticas pelo passado da família da noiva. Seu pai, Jorge Horacio Zorreguieta, foi ministro da Agricultura durante a ditadura militar argentina. Para evitar um mal estar, os pais de Máxima foram convencidos por diplomatas holandeses a não ir à cerimônia de casamento, em 2002.

Da BBC-Brasil.

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