São Pau­lo- Um ca­sal aus­tra­lia­no foi pre­so, con­de­na­do por ho­mi­cí­dio cul­po­so por ter dei­xa­do sua fi­lha mor­rer de sep­ti­ce­mia e des­nu­tri­ção em de­cor­rên­cia de ec­ze­ma. A me­ni­na mor­reu em 2002 aos no­ve me­ses de ida­de. A pe­na é de, no mí­ni­mo, dez ­anos.
  O pai, que é ho­meo­pa­ta, pre­fe­riu tra­tar a fi­lha so­zi­nho e se re­cu­sou a bus­car aju­da mé­di­ca mes­mo quan­do seu qua­dro se agra­vou. O ec­ze­ma é uma doen­ça da pe­le cau­sa­da, nor­mal­men­te, por uma rea­ção alér­gi­ca. Em ca­sos le­ves, a pe­le fi­ca res­se­ca­da e ver­me­lha. Nos se­ve­ros, po­de in­cluir san­gra­men­tos que le­vam a in­fec­ções.
  ‘‘Ja­mais se po­de sus­pen­der um re­mé­dio ne­ces­sá­rio às fun­ções vi­tais sem a cer­te­za de que o me­di­ca­men­to ho­meo­pá­ti­co es­tá fun­cio­nan­do ­bem’’, diz o ho­meo­pa­ta Mar­cus Zu­lian Tei­xei­ra, pes­qui­sa­dor do Hos­pi­tal das Clí­ni­cas de São Pau­lo.
  Co­mo o tra­ta­men­to ho­meo­pá­ti­co é in­di­vi­dua­li­za­do, le­va tem­po. Se­gun­do Tei­xei­ra, há uma fal­sa ­ideia de que a sus­pen­são ime­dia­ta dos re­mé­dios alo­pá­ti­cos se­ja uma prer­ro­ga­ti­va da ho­meo­pa­tia.

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