Um casal branco entrou ontem com um pedido num tribunal estadual de apelações de New Jersey para poder visitar um bebê negro nascido deles. A confusão ocorreu por causa de uma mistura de embriões em uma clínica de fertilização. Richard e Donna Fasano afirmam que um acordo feito com os pais biológicos da criança – Robert e Deborah Perry Rogers,New Jersey – lhes permite visitar o menino, agora com 1 ano e 10 meses de idade.
O acordo foi bloqueado por um tribunal estadual, à espera de uma decisão final sobre um pedido feito pelos Rogers para invalidá-lo.
Dois meninos, um negro e um branco, nasceram da senhora Fasano em 29 de dezembro de 1998, depois que um médico de Nova York implantou em seu útero acidentalmente um óvulo pertencente a ela e um outro, que pertencia à senhora Rogers. Os Fasano renunciaram à custódia, sob a condição de poder visitar o menino. Os Rogers voltaram atrás.
Segundo o advogado dos Rogers, Bernard Clair, a apelação dos Fasano não passa de uma tentativa de aumentar o valor comercial do caso. ‘‘Eles já venderam a história para Hollywood’’, disse ele. Ivan Tantleff, advogado dos Fasano, afirma que tal venda nunca existiu.
Transplante Molly, a menina de seis anos afetada por uma doença genética e que havia recebido células do irmão, concebido em proveta para salvá-la, recupera-se com sucesso, segundo os médicos.
Molly, que sofria de um tipo de anemia que afeta o sistema imunológico, foi tratada com células extraídas do cordão umbilical do irmão Adam.
‘‘O transplante de células do doador funcionou’’, declarou o médico John Wagner.
Molly estava condenada à morte até que seus pais Jack e Lisa Nash foram a geneticistas de Chicago, realizando a fertilização in vitro para produzir vários embriões.
Um embrião sem o gene defeituoso de Molly, responsável por sua doença, foi selecionado, permitindo o nascimento de Adam em agosto passado.

mockup