Casal branco entra na Justiça para visitar filho negro
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quinta-feira, 19 de outubro de 2000
Associated Press De Nova York 
Um casal branco entrou ontem com um pedido num tribunal estadual de apelações de New Jersey para poder visitar um bebê negro nascido deles. A confusão ocorreu por causa de uma mistura de embriões em uma clínica de fertilização. Richard e Donna Fasano afirmam que um acordo feito com os pais biológicos da criança Robert e Deborah Perry Rogers,New Jersey lhes permite visitar o menino, agora com 1 ano e 10 meses de idade.
O acordo foi bloqueado por um tribunal estadual, à espera de uma decisão final sobre um pedido feito pelos Rogers para invalidá-lo.
Dois meninos, um negro e um branco, nasceram da senhora Fasano em 29 de dezembro de 1998, depois que um médico de Nova York implantou em seu útero acidentalmente um óvulo pertencente a ela e um outro, que pertencia à senhora Rogers. Os Fasano renunciaram à custódia, sob a condição de poder visitar o menino. Os Rogers voltaram atrás.
Segundo o advogado dos Rogers, Bernard Clair, a apelação dos Fasano não passa de uma tentativa de aumentar o valor comercial do caso. Eles já venderam a história para Hollywood, disse ele. Ivan Tantleff, advogado dos Fasano, afirma que tal venda nunca existiu.
Transplante Molly, a menina de seis anos afetada por uma doença genética e que havia recebido células do irmão, concebido em proveta para salvá-la, recupera-se com sucesso, segundo os médicos.
Molly, que sofria de um tipo de anemia que afeta o sistema imunológico, foi tratada com células extraídas do cordão umbilical do irmão Adam.
O transplante de células do doador funcionou, declarou o médico John Wagner.
Molly estava condenada à morte até que seus pais Jack e Lisa Nash foram a geneticistas de Chicago, realizando a fertilização in vitro para produzir vários embriões.
Um embrião sem o gene defeituoso de Molly, responsável por sua doença, foi selecionado, permitindo o nascimento de Adam em agosto passado.


