WashingtonA Casa Branca admitiu ontem a possibilidade de que as negociações dentro da ONU acerca de uma nova resolução sobre o Iraque fracassem, devido às grandes divergências entre os EUA e Rússia e França.
O porta-voz da Casa Blanca, Ari Fleischer, disse que pode haver ''ou um acordo ou um fracasso para se chegar a um consenso'', e deu as mesmas chances a quaisquer das duas possibilidades. Fleischer insistiu, como já fez terça-feira, que as negociações na ONU estão chegando ao fim.
''Acho que o final já está à vista'', disse, no que pareceu um novo aviso à Rússia e à França que, se não concordarem com a nova minuta de resolução proposta por Washington, os Estados Unidos cumprirão suas advertências de que atuarão por sua conta.
Posição inflexivelOs Estados Unidos disseram ontem que estão negociando ''cada palavra e cada frase'' da minuta de resolução sobre o Iraque, discutida nas Nações Unidas, mas que não abandonarão seus objetivos básicos: definição de violação de condições, inspeções e penalidades.
O porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer, se esforçou ontem em mostrar um lado flexível, mas deixou claro que os EUA insistirão em que deve haver um regime duro de inspeções.
Fleischer afirmou que os EUA são flexíveis à possibilidade de introduzir mudanças, mas deixaram claro que ''o núcleo da resolução'' deve ficar como prevê Washington: ''Deve ser estabelecido quando há uma violação (das condições), e que isto deve gerar consequências''.
VigilânciaO vice-presidente iraquiano, Taha Yassin Ramadan, disse ontem que seu país permitirá a ''jornalistas independentes'' que vigiem os inspetores de armas da ONU quando eles voltarem ao Iraque, ''para evitar que entre eles haja espiões que enviem relatórios falsos''.
''Facilitaremos a missão dos inspetores e abriremos todos os lugares que queiram visitar, mas autorizaremos aos jornalistas independentes árabes e estrangeiros que os acompanhem para vigiar seu trabalho'', disse Aziz em Bagdá.
''Assim, os jornalistas serão testemunhas se alguns deles (inspetores) enviarem relatórios falsos'', acrescentou Ramadan, que disse que Bagdá ''pensa em convidar também várias personalidades internacionais independentes para que acompanhem os inspetores''.

mockup