A Casa Branca qualificou ontem de inaceitável o pedido iraquiano de modificar a composição da comissão especial das Nações Unidas sobre o desarmamento, e de suspender os vôos do avião de reconhecimento norte-americano U2 que realiza vôos para a ONU.
‘‘Não’’, respondeu sem hesitar o conselheiro do presidente Bill Clinton para a segurança nacional, Sandy Berger, a quem se perguntou, durante uma entrevista a CNN, se tais pedidos poderiam ser ‘‘aceitáveis’’.
‘‘Saddam Hussein não pode decidir quem são os inspetores’’ da ONU encarregados de verificar se o Iraque realmente desativou todas suas armas de destruição em massa, afirmou.
‘‘Cabe a Butler (o diplomata australiano Richard Butler, chefe da UNSCOM) dirigir estas equipes’’ de inspetores e dizer quem faz parte delas, disse.
‘‘Não acho que Butler vá deixar Saddam Hussein determinar como conduzir estas inspeções’’, alegou.
Ele também se disse convencido de que o avião de reconhecimento norte-americano U-2, que os iraquianos ameaçaram abater, retomará vôo hoje, como previsto.
Confronto O Iraque ‘‘está enfrentando esta situação: ou uma vida honrosa ou confronto, com todas as eventualidades’’ que ele supõe, disse ontem o presidente iraquiano, Saddam Hussein, segundo a agência oficial INA.
Saddam Hussein fez estas declarações numa reunião do Conselho de Comando da Revolução e do conselho do partido Baas iraquiano, que esteve dedicado as últimas evoluções da crise entre o Iraque e a comissão especial encarregada do desarmaneto iraquiano (UNSCOM), segundo a INA.
O Conselho de Segurança da ONU se reunirá hoje para tirar as conclusões sobre a rejeição de Bagdá em mudar sua decisão, anunciada em 29 de outubro, de expulsar os especialistas americanos da comissão especial da ONU encarregada do desarmamento iraquiano (UNSCOM) e expulsá-los.
O Iraque acusa os inspetores americanos de espionar a favor de Washington e de atuar para prolongar o embargo que o Conselho de Segurança lhe impôs, depois da invasão do Kuwait, em agosto de 1990.

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