Washington - A Casa Branca classificou ontem de ''ridículas e infundadas'' as críticas da Anistia Internacional, que acusou Washington de ''duas caras'' em sua tentativa de contornar a proibição de tortura.
''Acho que estas acusações são ridículas e não se baseiam em fatos'', afirmou o porta-voz presidencial, Scott McClellan. ''Os Estados Unidos mostram o caminho para a proteção dos direitos do homem e a defesa da dignidade humana'', acrescentou.
''Libertamos mais de 50 milhões de pessoas no Iraque e no Afeganistão, estamos fazendo a liberdade e a democracia avançarem no mundo para que as pessoas possam ser governadas segundo o estado de direito e que os direitos das minorias e das mulheres sejam protegidos'', ressaltou o porta-voz presidencial, Scott McClellan.
A Anistia Internacional acusou as autoridades americanas de se apoiarem nos ideais de ''justiça e liberdade'', quando, ao mesmo tempo, vários de seus soldados foram acusados de tortura e maus-tratos no presídio iraquiano de Abu Ghraib ou em Guantánamo (Cuba).
''Quando o país mais poderoso do planeta ignora a primazia da lei e dos direitos humanos, ele autoriza os outros a quebrar as regras sem nenhuma vergonha'', disse um responsável desta organização, classificando a base americana em Cuba de ''Gulag do nosso tempo''.

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