Na estratégia da emoção escolhida pelo presidente Bill Clinton e posta em perigo pelo relatório do promotor especial Kenneth Starr, sua esposa Hillary pode revelar-se uma arma secreta. Desde a confissão televisada do presidente Clinton em 17 de agosto passado sobre sua relação ‘‘imprópria’’ com Monica Lewinsky, sua esposa Hillary, publicamente humilhada, escolheu em primeira instância o silêncio. Só um comunicado publicado no dia seguinte às confissões de seu marido lembrava que ‘‘ama seu marido’’ e ‘‘se agarra a seu casamento’’, sem mencionar a infidelidade de seu cônjugue. Mas o ambiente de cataclismo político que reina na Casa Branca depois da difusão dos documentos anexos ao explosivo relatório do promotor Starr, vários aliados e conselheiros do presidente começaram a pressionar Hillary para que apóie publicamente seu marido. Alguns conselheiros dos Clinton não escondem, em particular, que só o perdão público de Hillary pode ajudar agora os Estados Unidos a absolver seu Presidente.
Embora não tenha expressado em público sua opinião sobre o assunto, Hillary acompanha seu marido para todos os lados onde pode durante as cerimônias oficiais, mais determinada que nunca a não se mostrar diminuída pelo escândalo que sacode a Casa Branca.
Esta advogada de 50 anos tampouco alterou ultimamente sua agenda habitual, que inclui visitas a escolas, inaugurações, jantares e visitas oficiais ao exterior.
Uma absolvição pública de Hillary Clinton, que já perdoou Bill em outros momentos de sua vida privada e pública, teria uma influência muito importante. Hillary, aliás, já ofereceu apoio público a seu marido em várias ocasiões.

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