São Paulo - Reince Priebus, chefe de gabinete do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (29) que as pessoas que têm "green card", documento que as autoriza a morar e trabalhar no país, não serão barradas nos aeroportos americanos. Segundo ele, isso acontecerá independentemente do país de origem, o que soou como uma volta atrás no decreto do presidente contra a entrada de refugiados e cidadãos de sete países de maioria muçulmana. Desde sexta (27), quando o decreto foi assinado, mais de uma dezena de estrangeiros foram detidos ao tentar viajar para os Estados Unidos, mesmo tendo visto ou "green card".

Segundo o jornal "The New York Times", Priebus disse ainda que os agentes das fronteiras dos EUA terão autoridade para deter e questionar viajantes suspeitos de alguns países, o que criou ainda mais incerteza. Juízes federais em três Estados acompanharam a decisão de uma juíza de Nova York e impediram autoridades de deportar viajantes afetados pelo decreto do presidente.

Os juízes de Massachusetts, Virginia e Washington emitiram suas decisões no final do sábado e no começo do domingo. No sábado, a juíza Ann Donnelly, de Brooklyn, em Nova York, ordenou que as autoridades não deportassem refugiados previamente aprovados dos países citados no decreto: Iraque, Iêmen, Síria, Irã, Sudão, Líbia e Somália. Ela decidiu em um processo legal de dois homens iraquianos que foram retidos no Aeroporto Kennedy.

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos disse, em um comunicado no domingo, que cumprirá as ordens judiciais ao mesmo tempo em que implementará o decreto de Trump "para garantir que aqueles que entram nos Estados Unidos não apresentem ameaças para nosso país e para o povo norte-americano".

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