São Paulo - O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, declarou nesta segunda (10) que "não imagina uma Síria estável e pacífica com Bashar Assad no poder" e que os EUA "estão abertos" a promover novas ações militares contra Damasco.

A declaração é a primeira de Spicer desde o ataque aéreo americano contra uma base aérea síria na madrugada de sexta (7) e corrobora a posição da embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley. Com isso, a estratégia de Washington fica um pouco mais clara, já que antes o secretário de Estado, Rex Tillerson, afirmara que a prioridade dos EUA no país não era o fim do regime de Assad e sim o combate ao Estado Islâmico.

Pesquisa divulgada nesta segunda pelo Instituto Gallup mostra que 50% dos americanos apoiam a ação, e 41% a reprovam. A aprovação é a segunda pior registrada logo após uma ação militar dos EUA em 24 anos (contra a Líbia, era de 47%). A polarização fica clara: entre os republicanos a aprovação é de 82%, contra 33% entre os democratas. A pesquisa ouviu 1.015 adultos nos dias 7 e 8 e tem margem de erro de quatro pontos a mais ou a menos.

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