São Paulo - O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, afirmou ontem que os Estados Unidos ainda não veem condições de uma intervenção militar na Síria e advertiu contra a ''militarização'' da crise no país, que passa por conflitos entre oposição e governo há um ano.
''Deixamos bem claro que não acreditamos que seja bom neste momento contribuir para uma maior militarização na Síria. Continuamos com o grupo de Amigos da Síria (cerca de 70 países que declararam repúdio ao ditador Bashar al Assad) e esperamos que termine em uma resolução política'', afirmou Carney.
Mais cedo, o enviado da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan, advertiu no Cairo sobre as consequências de uma hipotética intervenção militar na Síria, que, segundo sua opinião, pioraria a situação.
''Acho que qualquer aumento das operações militares causaria uma deterioração da situação e a pioraria'', afirmou Annan em entrevista coletiva conjunta com o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al Araby.
Annan preveniu as consequências para a região de ''uma má gestão'' da crise. ''Não queremos que a solução conduza ao aumento dos problemas, devemos ter cuidado quando falamos deste assunto'', garantiu.
Por esse motivo, pediu prosseguimento aos esforços diplomáticos para deter a violência na Síria e citou como exemplo a iniciativa árabe e a resolução da Assembleia Geral da ONU, que contêm ''boas propostas'' que ele analisará com as diferentes partes em busca de uma solução negociada.

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