O presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, que quando era estudante arranjou um pretexto para não participar da guerra no Vietnã, que matou 58 mil americanos, irá agora, no final de seu duplo mandato, àquele país asiático.
A visita, a primeira de um presidente americano ao Vietnã unificado, foi anunciada ontem (14) pela Casa Branca, sob o risco de despertar velhas emoções e suscitar novas polêmicas nos EUA.
O presidente só irá ao Vietnã após as eleições presidenciais de 7 de novembro, evitando assim competir com o candidato democrata Al Gore por espaço na mídia.
Depois de participar em Brunei, em 15 e 16 de novembro, da reunião da APEC (a organização econômica dos Estados do Pacífico), Clinton voará para Hanói.
O último presidente a visitar o Vietnã foi Richard Nixon, em 1969 – embora tenha ido apenas a Saigon, então capital do Vietnã do Sul. Mas nenhum chefe de Estado americano jamais esteve em Hanói, que antes era a capital do comunista Vietnã do Norte.
Depois da guerra, que acabou há 25 anos (em abril de 1975) com a queda de Saigon, vitória do Vietcong (guerrilha comunista) e a retirada dos americanos, as relações diplomáticas entre os EUA e o Vietnã só se restabeleceram em 1995, durante o primeiro mandato de Clinton.
No início deste ano, EUA e Vietnã concluíram um acordo que normalizou as relações comerciais entre os dois países – mas que ainda terá de ser ratificado pelo Congresso americano.
Na mesma época, o presidente americano enviou a Hanói seu secretário da Defesa, William Cohen, para aprofundar o envolvimento daquela Secretaria na tarefa de encontrar e trazer de volta para suas famílias os restos de 2.000 militares dos EUA desaparecidos desde o final da guerra.

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