Cartéis construíam submarino para o transporte de drogas
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quinta-feira, 07 de setembro de 2000
Associated Press De Bogotá 
A engenhosidade e a capacidade tecnológica dos cartéis das drogas colombianos não têm limites. Foi descoberto anteontem um estaleiro clandestino, com tecnologia russa, onde estava sendo construído um enorme submarino capaz de transportar 200 toneladas de cocaína, informou ontem o general Luis Ernesto Gilibert, diretor da Polícia Nacional.
Ele estava 30% a 40% concluído e com sua casa de máquinas pronta, disse Gilibert numa entrevista coletiva.
Ele acrescentou que no estaleiro, improvisado num armazém no nordeste de Bogotá, foram encontrados documentos com instruções em russo e ferramentas fabricadas na Rússia.
A tecnologia é avançada e a mão-de-obra colombiana, muito qualificada, expressou Gilibert. Ele disse que não foram feitas detenções na operação uma vez que o estaleiro estava vazio, mas sob vigilância de circuitos internos de televisão operados por controle remoto.
Leo Arreguin, diretor na Colômbia da DEA, a agência antidrogas dos Estados Unidos, afirmou que os documentos apreendidos indicam que os construtores tinham conexão com a Rússia e é possível que existam americanos envolvidos no caso.
Nunca em 32 anos tinha visto algo igual, disse Arreguin, que também participou da entrevista coletiva com os chefes de polícia colombianos.
Ele lembrou que os cartéis colombianos já haviam utilizado minissubmarinos para transportar pequenas quantidades de drogas até naves-mãe em alto-mar que foram descobertos no Caribe em 1985 e 1986.
Mas esse é grandão. Estamos falando de um carregamento de até 200 toneladas de cocaína que pode ser levado nesse submarino, acrescentou. A estrutura de ferro tem 3,5 metros de largura e 30 metros de comprimento. A nave aparentemente seria levada de caminhão até um porto no Caribe.


