O Grupo do Rio, fórum criado na década de 80 como mecanismo permanente de composição e consultas políticas, iniciou ontem, em Cartagena, a 14ª Cúpula de chefes de Estado e de Governo.
Na cúpula de Cartagena serão debatidos temas como a reforma do sistema financeiro internacional e políticas para garantir a ‘‘segurança humana’’, entendida como o nível mínimo de bem-estar aos indivíduos na região.
Também em Cartagena deverão ser discutidos os preparativos para as demais reuniões de cúpula entre chefe-de-Estados previstas para este ano, como a Cúpula da América do Sul, a ser realizada em setembro.
O G-Rio, integrado por 19 países da América Latina e Caribe, teve suas origens no Grupo de Contadora, cujo objetivo foi enfrentar os conflitos internos dos países da América Central.
México, Venezuela, Colômbia e Panamá adotaram a iniciativa do grupo de Contadora, cuja ação entre 1983 e 1985 evitou uma escalada nos conflitos centro-americanos. Em 1986, Argentina, Brasil, Peru e Uruguai se somaram a Contadora coma criação do Grupo do Rio, e contribuiram a uma solução negociada do conflito centro-americano.
Concebido como um mecanismo permanente de composição e consultas políticas informais entre os presidentes e chefes de Governo, o fórum receberá pela primeira vez nesta oportunidade a totalidade dos países centro-americanos, que até o ano passado participavam com uma representação rotativa.
O presidente Fernando Henrique Cardoso participa até hoje da 14ª Cúpula do Grupo do Rio. FHC viajou às 10h40, e desembarcou em Cartagena às 14h30 (16h30 no horário de Brasília).

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