Uma carta contendo um pó suspeito foi aberta ontem por uma funcionária do Washington Post, e seu conteúdo está sendo analisado, anunciou um porta-voz do jornal.
''Às 11h30 locais (13h30 de Brasília) desta manhã os serviços de segurança foram chamados por uma funcionária do Post depois que ela descobriu o pó em uma carta'', declarou Lisa Gaczo.
A carta foi descoberta no sétimo andar de um dos prédios do influente jornal norte-americano, situado a cinco minutos a pé da Casa Branca.
Bombeiros, especialistas em produtos tóxicos e agentes do FBI chegaram ao local.
Trata-se de um pacote de correio com várias cartas, enviado pela filial do Washington Post do Estado de Iowa, disse.
A funcionária infectada é do departamento comercial do jornal. Sua idade e identidade não foram reveladas. Ela foi isolada pelos especialistas em materiais perigosos e levada ao hospital onde recebeu alta logo após ser examinada.
Os resultados das análises práticas nos locais e na funcionária serão divulgados hoje, disse Gaczo.
Desde o início deste mês, quatro pessoas desenvolveram a doença, uma das quais morreu. Três dos infectados entraram em contato com cartas que continham a bactéria do antraz: duas eram funcionárias do grupo American Media Inc, em Boca Raton, e uma produtora da rede de TV NBC em Nova York.
Na sexta-feira, também o jornal New York Times recebeu uma carta suspeita que, segundo as análises, não estava contaminada.
Na ABCInvestigadores prosseguem em busca de traços de antraz nos escritórios da rede de TV americana ABC em Nova York depois da contaminação confirmada de um bebê filho de um empregado da empresa, informou o prefeito Rudolph Giuliani ontem.
Uma equipe de profissionais examinou tudo e interrogou os empregados. Os resultados serão anunciados mais tarde.

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