São Paulo - Uma carta datada de 1988 do aiatolá Khomeini mostra que o comando militar do Irã previa que desenvolver a bomba atômica seria necessário para derrotar o Iraque, segundo a rede britânica BBC. A revelação enfraquece a posição iraniana na controvérsia sobre seu programa nuclear, que Teerã afirma ter fins pacíficos.
Os chanceleres de Alemanha, China, EUA, França, Reino Unido e Rússia e o chefe da diplomacia da União Européia, Javier Solana, discutirão a questão em uma teleconferência neste fim de semana.
O conteúdo da carta do então líder supremo do Irã foi tornado público pelo ex-presidente Hashemi Rafsanjani (1989-97), envolvido ontem em polêmica com o chefe militar sobre quem foi decisivo em convencer Khomeini a aceitar o cessar-fogo com o Iraque. A carta é do período final da guerra, que durou de 1980 a 1988. No ano seguinte, Khomeini morreu.
O aiatolá escreveu a carta a autoridades do país na época listando as solicitações militares caso a guerra com o Iraque seguisse. O texto cita a opinião do então chefe das Forças Armadas de que o Irã precisaria de armas atômicas num prazo de cinco anos para vencer o conflito.

mockup