Os investigadores abriram uma carta contaminada com o bacilo do antraz em sua forma poderosa enviada ao senador Patrick Leahy, para o qual foi usado um equipo de laboratório muito sofisticado para evitar a difusão pelo ar dos esporos, afirmou ontem o jornal New York Times.
A carta aberta duas semanas depois de ter sido achada, em 16 de novembro passado, em um dos 600 sacos do correio dirigidos ao Congresso e separados para inspeção detalhada após a descoberta em 15 de outubro de uma carta contaminada enviada ao senador Tom Daschle.
Os investigadores atuam com extremo cuidado pois consideram que esta carta contém o elemento de prova mais puro desde o começo dos envios de cartas contaminadas que causaram a morte de cinco pessoas até agora nos Estados Unidos.
O poder do bacilo de antraz contido nesta carta é tal que ''demoramos muito para encontrar um meio de abri-la e conservar a prova'' de sua contaminação, explicou em 25 de novembro passado o senador Leahy ao canal norte-americano de televisão NBC.
A carta foi aberta na quarta-feira com um bisturi por cientistas com roupas especiais de laboratório de investigação biomédica do exército em Fort Detrick, em Maryland, indicaram investigadores ao jornal. Um equipamento de laboratório especial foi usado para reduzir a possibilidade do bacilo se espalhar pelo ar, precisa o jornal.

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