Carta com veneno para Obama é interceptada
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Folhapress 
São Paulo - Dois dias depois do atentado na Maratona de Boston, as autoridades dos EUA interceptaram uma carta dirigida ao presidente Barack Obama que, segundo testes preliminares, continha ricina, substância altamente tóxica.
O veneno é, aparentemente, o mesmo encontrado em um envelope endereçado ao senador republicano Roger Wicker, do Mississippi, e interceptado anteontem antes que chegasse ao Congresso.
Em comunicado, o porta-voz do Serviço Secreto dos EUA, Edwin Donovan, afirmou que o local onde a carta para Obama foi interceptada é distante da Casa Branca.
"São instalações em que, rotineiramente, são identificadas cartas ou encomendas que exigem uma segunda triagem ou testes científicos antes da entrega", disse ele.
Embora o FBI (polícia federal americana) tenha se apressado em dizer que não há indício de conexão entre os envelopes e as bombas na maratona, as circunstâncias lembram os ataques com antraz que, em 2001, foram registrados logo depois dos atentados do 11 de Setembro.
Na época, cinco pessoas morreram e 17 ficaram doentes após receber cartas com a bactéria. Investigação do governo apontou como único suspeito no caso o cientista do Exército americano Bruce Ivins, que se matou em 2008.
O FBI afirmou ainda que a investigação sobre as cartas enviadas ao presidente e ao senador prossegue e que "só análise completa em laboratório credenciado pode confirmar a presença de um agente biológico como a ricina. Os testes estão sendo feitos e levam de 24 a 48 horas".
Pacotes
Também ontem partes de dois prédios do Senado americano, em Washington, foram esvaziadas depois que a polícia do Congresso encontrou três pacotes considerados suspeitos. Dois deles foram deixados nos escritórios de senadores, e outro foi encontrado no átrio do primeiro andar de um dos prédios.
Os prédios do Senado foram reabertos pouco tempo depois. O conteúdo dos pacotes não havia sido revelado até o começo da noite.
Um outro senador, o democrata Carl Levin, disse também ter recebido uma "carta suspeita" em seu escritório no Estado de Michigan.
Em Boston, os funcionários de um tribunal federal também foram obrigados a sair do prédio da corte por mais de uma hora, em razão de uma ameaça de bomba.


