Carros-bomba provocam a morte de 14 iraquianos
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 01 de junho de 2004
Agência Folha 
São Paulo - Dois carros-bomba explodiram ontem no Iraque causando a morte de ao menos 14 pessoas. Em um dos ataques, ocorrido contra uma base militar americana em Beiji, norte de Bagdá (capital), 11 iraquianos morreram, informou um oficial iraquiano. No outro, segundo fontes militares, ao menos três pessoas morreram na explosão que atingiu a sede do partido curdo na capital iraquiana.
''Um homem barbudo explodiu seu veículo, um BMW negro, na entrada da base americana de Beiji (200 km ao norte da capital) às 9h30 locais, causando a morte de 11 civis iraquianos e ferindo outros 26'', afirmou Hamed Massud, tenente das forças de defesa civil iraquianas.
Em Bagdá, uma outra explosão atingiu a sede da União Patriótica Curda, perto da entrada da chamada zona verde, onde a administração liderada pelos Estados Unidos no Iraque está baseada. Após a explosão, houve tiroteios. Segundo Hamid Gaeb Saedulla, um membro da segurança, ao menos três guardas do partido curdo morreram na explosão. ''A explosão do carro-bomba aconteceu quando as pessoas saíam da sede depois de uma cerimônia para comemorar o aniversário da fundação do partido em 1974'', afirmou Saedulla.
O tenente-coronel americano Robert Campbell, que estava no local do acidente em Bagdá, confirmou o número de baixas, mas não identificou as vítimas.
O Exército dos EUA investiga ao menos 18 casos de soldados americanos que roubaram dinheiro, jóias e outros objetos no Iraque, informou na noite de ontem o jornal ''The Washington Post'. No total, há 91 investigações sobre faltas cometidas por soldados americanos nos últimos 18 meses no Iraque, informa o jornal, que cita um oficial de alta patente.
O jornal ''The New York Times'' revela que soldados americanos roubaram civis iraquianos em postos de controle nas estradas, sob o pretexto de confiscar dinheiro dos rebeldes ou de pessoas ligadas a terroristas.
Ao menos 59 investigações já foram encerradas, mas o Exército só puniu alguns soldados, informa o ''Post'' em sua edição de ontem.
Ontem em seu primeiro pronunciamento, após a nomeação, Al Yawar pediu a restauração da ''soberania completa'' dos iraquianos em seu país, através de uma nova resolução das Nações Unidas que está sendo debatida no Conselho de Segurança.


