São Paulo - Ao menos 40 pessoas morreram após duas explosões de carros-bomba em Damasco ontem, informou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Jihad Makdesi. ''Os ataques suicidas mataram cerca de 40 e feriram mais de 150, entre civis e militares. Os que buscam liberdade devem saber que essa não é a forma de se alcançar a democracia'', disse, acrescentando que, segundo informações de autoridades libanesas, membros da Al Qaeda haviam se infiltrado na Síria, vindos da cidade de Ersal.
Mais cedo, o vice-ministro das Relações Exteriores, Faysal Mekdad, acompanhou a delegação da Liga Árabe em uma visita aos locais atingidos, o prédio da segurança e a sede da inteligência do governo.
Mekdad disse ainda que os atentados corroboram a versão do governo de que a revolta popular contra o regime de Bashar al Assad, que teve início em março, é obra de ''terroristas''. ''Nós dissemos isso desde o início'', afirmou.
Segundo testemunhas, um carro tentou forçar a entrada na sede de segurança de Estado, enquanto outro se explodiu contra a sede da inteligência. Os dois prédios ficam no mesmo bairro, Kfar Suseh. Além disso, foram escutados disparos na região, em uma nova onda de violência na Síria, que ocorre no dia seguinte à chegada da primeira delegação de observadores da Liga Árabe para comprovar o fim da violência no país.
Nos últimos meses, o movimento pacífico contra o regime de Assad foi ofuscado por ações da insurgência armada, que passaram a efetuar ataques contra as forças de segurança sírias.
No mês passado, uma explosão ocorreu perto de outro prédio do governo em Damasco, mas causou poucos danos.

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