Carros-bomba matam 34 crianças em Bagdá
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quinta-feira, 30 de setembro de 2004
Folhapress 
São Paulo - A explosão de três carros-bomba durante a realização de uma cerimônia pública ontem em Bagdá da qual participavam soldados americanos matou 34 crianças iraquianas. Sete adultos também morreram e 141 pessoas ficaram feridas no atentado, segundo fontes médicas e do governo.
A aparente ação terrorista coordenada ocorreu horas depois de um suicida ter causado a morte de dois policiais iraquianos e um oficial dos Estados Unidos, quando explodiu o carro-bomba em que estava nas proximidades de um posto de controle do Exército dos EUA, na região oeste da capital do Iraque. No norte de Bagdá, a explosão de um outro carro-bomba matou quatro pessoas.
A instabilidade aumenta no Iraque a poucas semanas da eleição presidencial nos Estados Unidos, em 2 de novembro. De acordo com fontes oficiais, ainda não é possível dizer quantos civis e militares (iraquianos e da coalizão liderada pelos EUA) estão entre os mortos.
Oficiais do hospital Yarmouk, em Bagdá, disseram quer o local foi ''inundado'' por corpos e confirmou a morte de 42 pessoas. Os mesmos oficiais confirmaram haver cerca de 140 feridos entre eles muitas crianças feridas por estilhaços.
Na madrugada de ontem, o Exército americano atacou a cidade de Fallujah, a 50 km de Bagdá. Segundo agências internacionais, ao menos três pessoas morreram, mas o total de vítimas ainda é indefinido. Entre as vítimas, segundo testemunhas, estariam duas mulheres e uma criança. Outras oito pessoas teriam ficado feridas.
O alvo do ataque aéreo dos EUA era uma casa na região nordeste de Fallujah, suspeita de abrigar um grupo seguidor do terrorista jornadiano Abu Musab al Zarqawi (acusado de manter laços com a rede terrorista Al Qaeda, de Osama bin Laden). Duas casas teriam sido destruídas e outras quatro sofreram danos graves.
Os ataques aéreos contra Fallujah são quase diários e, segundo o Exército americano, têm o objetivo de atingir os esconderijos do grupo de Al Zarqawi, o inimigo número um dos Estados Unidos no Iraque.
Um grupo terrorista iraquiano anunciou ontem pela rede de TV do Qatar Al Jazira o sequestro de dez pessoas que trabalham em uma fabricante de eletrônicos, incluindo duas indonésias. A TV mostrou um vídeo que seria do grupo que se auto-intitula Exército Islâmico no Iraque, a liderança do ocidente, mostrando três homens capturados.
Segundo os terroristas, há também seis iraquianos e dois libaneses, mas o grupo, por enquanto, não fez nenhuma exigência. Não foi possível saber se o grupo é uma divisão do Exército Islâmico no Iraque, que também sequestrou dois jornalistas franceses.


