Uma explosão ocorreu numa área residencial em Aleppo, segunda maior cidade da Síria, neste domingo e a agência de notícias estatal disse que foi um "atentado terrorista". Foi o terceiro atentado neste fim de semana, quando equipes da Organização das Nações Unidas (ONU) se preparam para uma missão humanitária liderada pelo governo e para uma visita para iniciar uma operação de monitoramento para acabar com o derramamento de sangue.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos disse por meio de nota que a explosão visava a atingir escritórios de segurança política em Aleppo. Três pessoas morreram e pelo menos 30 ficaram feridas, de acordo com a agência de notícias Sana.

A explosão provocou a queda da fachada de um edifício e graves danos materiais nos prédios adjacentes, segundo a Sana, que indicou que o atentado foi cometido por "um grupo terrorista armado" perto de uma igreja e de dois colégios.

Moradores de Aleppo disseram à Agência Efe por telefone que o carro-bomba explodiu no bairro de maioria cristã de Al Suleimaniya e tinha como alvo uma sede da Segurança Política.

Ontem, três homens bomba mataram 27 pessoas na capital do país, Damasco. O governo culpou a oposição, acusando-a de ser formada por "grupos terroristas" agindo em prol de uma conspiração estrangeira. Alguns líderes oposicionistas acusam o regime de cumplicidade com os ataques para enfraquecer o levante. Nenhum grupo assumiu o atentado.

A equipe de Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU, viajará a Damasco nesta segunda-feira, disse um porta-voz. (Com informações da Associated Press, Dow Jones e Efe)

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